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A MUSCULAÇÃO E A SAÚDE CARDIOVASCULAR

Conhecemos os benefícios no sistema cardiovascular promovidos pela prática de exercícios aeróbios. Mas e os exercícios resistidos?




Embora as respostas crônicas sejam mais acentuadas em decorrência do exercício aeróbio, os exercícios resistidos também podem contribuir para a saúde cardiovascular.

São recentes porem categóricos, os estudos que confirmam a ideia de que o treinamento resistido provoca adaptações crônicas benéficas importantes sobre o sistema cardiovascular (Polito e Farinatti, 2003, 2006; Mediano et al, 2005).

Entre essas adaptações, podemos mencionar a redução da frequência cardíaca de repouso e dos níveis de pressão arterial em normotensos e, principalmente, em hipertensos.

Quanto às respostas agudas, qualquer tipo de atividade física provoca o aumento da frequência cardíaca, bem como da pressão arterial.

Essas respostas dependem muito mais da sobrecarga imposta e da quantidade de massa muscular envolvida do que do tipo de atividade propriamente dita (exercícios resistidos ou aeróbios). Na musculação, essa sobrecarga se dá por meio das variáveis do treinamento (exercícios, carga, número de repetições, intervalo), e esses fatores devem ser cuidadosamente manipulados quando se trabalha com indivíduos com risco cardiovascular

Para analisar a sobrecarga imposta ao sistema cardiovascular durante o exercício, um dos fatores observados é o duplo-produto, que se dá por meio da multiplicação dos valores de frequência cardíaca e pressão sanguínea sistólica.

Segundo o ACSM (2013), 0 duplo-produto é tido como o melhor marcador não invasivo de sobrecarga cardiovascular durante o exercício, DP FC x PAS.

Exercícios resistidos produzem duplo-produto menor do que o observado em exercícios aeróbios, em virtude do curto período de exposição ao esforço. Na musculação, os esforços não são contínuos, mas intervalados (série versus intervalo entre séries), proporcionando tempo para amenização das respostas cardiovasculares agudas.

Outro fator importante é que o treinamento de força contínuo e progressivo proporciona adaptações neuromusculares, como aumento de força e resistência muscular. Essas adaptações servem como fator de segurança para o sistema cardiovascular, pois músculos mais fortes e resistentes, quando solicitados em uma determinada intensidade submáxima, geram menor estímulo às respostas cardiovasculares agudas, quando comparados com músculos mais fracos - alterações hemodinâmicas (McCartney, 1999).

Westcott (2012) acrescenta, ainda, que o treinamento de força contribui para a melhora dos níveis sanguíneos de colesterol e triacilgliceróis, além de influenciar o controle glicêmico.



Escrito por Gabriel Baú

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